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| Sábado, 31 de Julho de 2010 |
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Apresentação
Sob o olhar e a aprovação dos clientes Eduardo Oinegue ![]() O
objetivo dos anuários da Análise Editorial é ser uma ferramenta de
trabalho para quem toma decisão e forma opinião. Análise Advocacia, que
chega à sua terceira edição, já virou mais do que isso. É hoje um dos
principais parâmetros para a aferição da qualidade da prestação de
serviço jurídico no Brasil. A publicação contém a relação dos advogados
e escritórios mais admirados, segundo as grandes companhias.
Os eleitores são os responsáveis pelos departamentos jurídicos no universo de 1.500 maiores empresas do país. A edição deste ano colheu o voto de mil diretores, uma indicação da credibilidade que a revista alcançou. Para efeito de comparação, a primeira edição, lançada em 2006, entrevistou 500 diretores. Os eleitores foram convidados a indicar, em primeiro, segundo e terceiro lugares, três escritórios e três advogados que mais admiram em 12 áreas de atuação do Direito: ambiental, cível, consumidor, contratos comerciais, exportação e importação, infra-estrutura e regulatório, operações financeiras, penal, propriedade intelectual, societário, trabalhista, tributário. Conforme a posição do indicado, o sistema lhe atribuía um peso. Os entrevistados não receberam qualquer orientação que pudesse parecer uma indução nem foram apresentados a listas prontas. As escolhas refletem a percepção de cada um. E, as listas publicadas, o conjunto destas percepções. Pelo tempo que dedicaram à Análise Editorial, gostaríamos de agradecer a colaboração e a paciência de todos os eleitores. Sem eles, o trabalho não existiria. Ao final da pesquisa, mais de 1.300 escritórios foram citados. Todos estes – e nenhum escritório a mais - receberam um questionário enviado pela reportagem com um convite para que preenchessem os dados solicitados no prazo determinado pela redação. Os 675 escritórios que enviaram as respostas tiveram seu perfil publicado nesta edição. O processo é totalmente gratuito. Não há taxa de inscrição nem qualquer outro custo embutido. Trata-se de um trabalho de cunho editorial. Não há um único escritório citado nesta edição que não tenha sido votado. Todos os que aqui aparecem estão de parabéns. São considerados referência pela clientela, em pelo menos uma área de atuação pesquisada. Os
escritórios com maior votação aparecem no perfil e também na seção que
contém os rankings por área de atuação. Os advogados mais citados
também estão destacados. Para definir a quantidade de escritórios e de
advogados nestas listas de maior destaque, ANÁLISE ADVOCACIA
estabeleceu uma nota de corte amparada em critérios estatísticos. Em
algumas especialidades, o número de escritórios e advogados que atingiu
a nota de corte é maior, e, em outras, menor.Análise Advocacia é resultado de um trabalho de fôlego conduzido pelo editor Alexandre Secco com a ajuda da editora-assistente Ana Paula Marques. Durante quatro meses, a equipe de pesquisadores e de jornalistas da Análise Editorial entrevistou os chefes dos jurídicos em todo o Brasil. Todos os setores da economia estão representados no levantamento. Das empresas pesquisadas, 41% atuam no ramo industrial, 34% em serviços, 17% no agronegócio e 8% no comércio. Companhias com faturamento entre 500 milhões e 1 bilhão de reais representam 19% da amostra, e 22% faturam acima de 1 bilhão de reais. Quando se agrupam as empresas por localização, 48% estão em São Paulo, 9% no Rio de Janeiro, 8% em Minas Gerais, 8% no Rio Grande do Sul, 7% no Paraná, 5% em Santa Catarina, 3% na Bahia e 12% em outros estados. Dois avisos para os que identificaram na concentração de empresas, em São Paulo, um risco que amplifique as conhecidas distorções regionais brasileiras: em primeiro lugar, as empresas são selecionadas pelo faturamento. A localização da sede é decorrência do processo. Em segundo lugar, empresas deste tamanho, quando buscam um advogado competente, não se importam se ele fica nesta ou naquela cidade, neste ou naquele estado. Prova disso é que foram citadas firmas de 20 dos 27 estados. Na
maior parte das vezes, o entrevistado também era um advogado. O nome do
cargo varia conforme a empresa. Gerente jurídico (28% do total),
diretor jurídico (23%), advogado responsável (10%), assessor jurídico
(6%), coordenador jurídico (5%), responsável jurídico (4%) e
superintendente jurídico (3%) são as principais denominações. Com
relação ao tempo de graduação, a maioria dos dirigentes dos
departamentos jurídicos graduou-se entre 11 e 20 anos atrás (42% do
total). Alguns departamentos jurídicos entrevistados mantêm estruturas
notáveis, com mais de 100 advogados. Há casos de empresas com mais de
200 advogados internos. Alguns jurídicos chegam a ter 500 funcionários,
quando contabilizados os estagiários e servidores administrativos de
apoio. A pesquisa com os entrevistados mostrou uma característica importante à qual os escritórios precisam prestar cada vez mais atenção, que diz respeito ao líder encarregado da contratação de serviços jurídicos. Em 27% das empresas procuradas, o responsável pelo jurídico – e, portanto, pela contratação de advogados terceirizados – era o diretor-financeiro. Em muitas ocasiões, o próprio presidente ou CEO da companhia se encarregou de apresentar a lista de advogados mais admirados. Os escritórios de advocacia já haviam notado que a interlocução nas empresas estava mudando. O levantamento da Análise Editorial confirma que os contatos dos escritórios nas empresas precisam ser cada vez mais diversificados e criativos. As entrevistas foram feitas com o compromisso de manter as respostas individualizadas em sigilo. A edição 2008, do anuário, traz inovações importantes quando comparadas à edição anterior. No questionário preparado para o Análise Advocacia 2007, os escritórios receberam uma lista com 20 áreas do Direito para assinalar aquelas nas quais atuavam. A edição 2008 ampliou a lista para 48 áreas, facilitando a vida das empresas que procuram um serviço jurídico. Quer saber que escritórios trabalham com fusões e aquisições? Interessado em contratar um escritório especializado em seguros? Sucessões? Direito regulatório? Reestruturação? A nova listagem reflete os avanços do mercado e sua especialização, incluindo, por exemplo, direito sanitário, comunitário, minerário e aeronáutico, para citar alguns. Os escritórios também foram convidados a assinalar a categoria na qual se encaixam por tamanho e diversificação dos serviços prestados: full service, abrangente ou especializado. A explicação detalhada que orientou a classificação aparece na metodologia desta edição. Com a informação, ANÁLISE ADVOCACIA pôde preparar novos cruzamentos e apresentar mais listas, dando aos escritórios diversificados e às butiques igual chance de mostrar seu trabalho. A edição 2008 inclui escritórios que até então permaneciam escondidos. Para os clientes isso significa que o leque de opções na hora da contratação se ampliou. As
principais conclusões da pesquisa podem ser conferidas nas muitas
tabelas que compõem a edição. Em dois momentos do anuário percebe-se
que a chegada das novas gerações de advogados ao mercado vem
produzindo, mais do que apenas uma substituição de nomes, uma alteração
significativa no perfil dos profissionais. Acontece isso na educação.
ANÁLISE ADVOCACIA pediu aos advogados que informassem a faculdade pela
qual se formaram. De acordo com as respostas, 56% dos advogados apontados como os mais admirados freqüentaram universidade pública. Quando a pergunta é feita a todos os sócios dos escritórios, a presença de formados em universidade pública cai para 41%. A mesma pergunta feita aos associados dos escritórios amplia a diferença em direção às universidades privadas, responsáveis pela formação de 80% deles. Ou seja, os advogados mais velhos estudaram em universidade pública, e, os mais novos, em universidades particulares. A segunda mudança no perfil está relacionada à presença feminina no mercado do Direito. No caso dos departamentos jurídicos, quase um terço dos entrevistados já são mulheres. E na lista dos advogados citados na edição, a presença das mulheres também vem aumentando. Na relação dos advogados mais admirados, que têm em média 27 anos de diploma, as mulheres representam 13% das indicações. Entre os sócios dos escritórios mais admirados, a participação das mulheres aumenta para 27%. E, entre os associados destes escritórios, a maior parte com menos de dez anos de graduação, a quantidade de homens cai para 50%. O número de mulheres aumenta expressivamente conforme baixa a idade média na profissão. Como os associados de hoje são os sócios de amanhã e os sócios de amanhã serão os mais admirados de depois de amanhã, as mulheres estão chegando lá. O Brasil é ainda um país carente de informações. Nos mercados mais complexos, como Estados Unidos e Europa, ranqueia-se tudo: planos de saúde, hospitais, universidades, MBAs, escritórios de advocacia. Nada escapa. O objetivo destes trabalhos não é vigiar ou controlar, mas servir como guia de orientação para quem tem uma idéia do serviço que planeja contratar, só que lhe faltam informações e dados objetivos. A escolha de um advogado muitas vezes acaba acontecendo por indicação de um amigo ou de um colega empresário. Acontece a mesma coisa com a seleção da escola dos filhos ou da escolha de um médico. Análise
Advocacia não quer substituir a indicação pessoal, muitas vezes, a mais
sensata. Mas quer contribuir para aumentar a racionalidade e a
objetividade no processo de busca do profissional mais adequado. Não
são poucas as empresas que passaram a usar o anuário como referência
nas contratações. Há casos de departamentos jurídicos que só contratam
escritórios que constam no Análise Advocacia. A Análise Editorial é hoje a única empresa brasileira especializada na produção de anuários estatísticos de cunho jornalístico, todos distribuídos a quem toma decisão e forma opinião (mais detalhes aqui) . Para nós, é uma honra poder contribuir com informações de qualidade para a construção de um ambiente de negócios mais organizado. |
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