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| Quarta-feira, 08 de Setembro de 2010 |
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Os mais admirados pelos mais admirados O bem mais precioso de um escritório é sua imagem, resultado da reputação construída ao longo dos anos Eduardo Oinegue Nos Estados Unidos e Europa, há publicações especializadas que ranqueiam os escritórios de advocacia segundo o desempenho financeiro das sociedades. Com base em dados extraídos do balanço anual calculam a taxa de retorno de cada um e a contribuição individual dos advogados para o lucro geral. São nuários que oferecem uma visão mais técnica do desempenho dos escritórios. Em função do nível de detalhes, destinam-se principalmente aos próprios advogados, ainda que interessem aos clientes. Em geral, escritórios mais lucrativos e mais produtivos são também mais inventivos, mais comprometidos, mais eficientes. O anuário Análise Advocacia Os Mais Admirados do Direito optou por outro caminho, menos financeiro, ligado à imagem dos escritórios. Medimos o grau de admiração dos grandes clientes pelos escritórios e advogados. O bem mais precioso de um escritório é sua imagem, resultado da reputação construída ao longo de anos de trabalho. O lucro é conseqüência da imagem projetada, jamais causa. Nenhum escritório vai ganhar um bom cliente porque seus advogados geram um bom lucro. Ocorrerá o contrário. O grau de admiração de um escritório está ligado a uma série de atributos, exatamente como ocorre com as marcas das empresas. Há atributos decorrentes do bom desempenho profissional, que correm de boca em boca e reforçam uma imagem positiva. Há atributos intangíveis, que envolvem a satisfação do cliente, a competência da equipe, a qualidade de atendimento. Há ainda atributos de natureza emocional, que aparecem quando um cliente tem diante de si um professor da faculdade, um ex-ministro, ou um colega de escritório do pai.
Os críticos de rankings lastreados em imagem dizem que qualidade é uma coisa e admiração é outra. Bons advogados podem não ser admirados. Alguns diretores jurídicos poderiam admirar advogados que conhecem de perto e escritórios cujos serviços já contrataram. Outros poderiam admirar aqueles com os quais jamais trabalharam, mas cuja imagem e marca os impressiona. Para tirar a dúvida sobre o conceito, Análise Advocacia preparou uma espécie de teste, que é também uma homenagem. Observe a lista que aparece abaixo. Ela contém uma relação muito especial de advogados e advogadas de primeiríssima grandeza, referências em suas áreas de atuação. Pois esta lista de profissionais é resultado de uma pesquisa semelhante àquela feita com os diretores jurídicos. Nossa equipe de jornalistas procurou todos os advogados apontados como os mais admirados na edição 2006, do anuário Análise Advocacia e pediu que elegessem os seus admirados. Recomendamos que indicassem advogados em atividade e que evitassem colegas do escritório. A lista que reúne os “admirados dos admirados” fala por si. Há ali algum admirado que não se encaixa na categoria de ótimo advogado ou advogada? Muitos poderão dar pela falta de algum nome, mas não há dúvida de que os escolhidos merecem estar ali. As pessoas só admiram os virtuosos, os profissionais respeitáveis, os nomes cuja imagem está associada a uma qualidade inquestionável. Admiração é, portanto, um indicador adequado para a confecção de um ranking. Aqueles que folhearem este anuário com atenção perceberão os cuidados que tomamos com os detalhes. Há uma lista extensa de cruzamentos, e uma grande preocupação em tratar a todos segundo os mesmos critérios. Esta edição de Análise Advocacia apresenta os perfis de 474 sociedades, número quase três vezes maior que o apresentado no anuário de 2006. A principal razão do crescimento foi a repercussão da primeira edição. Muitos escritórios ficaram de fora no primeiro número e, ao conhecer o trabalho, mandaram seus dados neste ano. Um segundo motivo foi a inclusão de escritórios que atuam na área penal. Os leitores notarão ainda que buscamos levantar dados relevantes para toda a cadeia do direito, que começa na universidade. Uma das tabelas publicadas nesta edição traz a relação das faculdades onde se formaram os 1987 sócios e 1457 associados de todos os escritórios apresentados neste anuário. Quando se analisam as universidades em bloco, as entidades particulares formaram quase 65% dos sócios em atividade no nosso universo de pesquisa. Quando se faz o levantamento por instituição, dá-se uma pequena inversão. Isoladamente, a número 1 é a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, uma escola pública. A São Francisco formou 13% dos sócios. Outros 10% cursaram direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). E 7% na Universidade Mackenzie. Entre os associados, o peso das universidades privadas é maior: 73% se formaram em uma delas. Isoladamente, a PUC-SP é a número 1. Formou 9% dos associados. Na média, os sócios estão formados há 12 anos e os associados há oito anos. O levantamento mostra uma transformação incrível em curso. Enquanto entre os sócios a proporção de homens e mulheres é três para um, entre os associados já beira o um para um. Ou seja, em alguns anos, o quadro dos admirados dos admirados, que hoje traz apenas duas mulheres, deverá refletir a mudança.
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